Programa 10

 
Dia: Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
Locutores: Pedro Nobre & Rute Antunes
Convidada: Luísa Zacarias
Músicas Passadas: Nelly Furtado – "Say Right", Luis Represas – "Mar I Ana", Mika – "Grace Kelly", João Pedro Pais – "Mentira", Lenny Kravitz – "American Woman", Ez Special – "Sei Que Sabes Que Sim", Paulo Gonzo – "Faz-me Bem".



Luíza Zacarias


Boa Noite, a todos os ouvintes da Rádio Telefonia do Alentejo, sejam sintonizados na frequência 103.2 FM ou via Internet em www.rta.com.pt.

Hoje, quarta-feira, estamos novamente NA ESCURIDÃO DA NOITE – Onde as palavras despertam para a lua. Espero que tenham passado uma óptima semana na companhia desta grande família que tem como nome Rádio Telefonia do Alentejo.

Todos os ouvintes que pretenderem interagir para connosco poderão fazê-lo através do nosso n.º de telefone 266 730 415 ou então para os amantes da Internet podem comunicar connosco via MSN adicionando o nosso contacto de e-mail: radiotelefoniadoalentejo@hotmail.com.

Iniciamos a nossa emissão com uma música da Luso Canadiana Nelly Furtado, “Say Right”. O primeiro poema da noite tem como nome “Nocturno” do poeta Antero de Quental.

Seguiu-me mais uma música desta vez em português e com Luís Represas e “Mar I Ana”…

Hoje temos mais uma convidada em estúdio que nos irá falar de poesia, alguns ouvintes já a conhecem, mais à frente irão ficar a saber quem é… mas se forem ao nosso blog irão ficar a sabê-lo.

Mais um sucesso musical, desta vez Mika com o tema “Grace Kelly”…

Para quem não conhece Mika, começou a fazer música para anúncios/spot’s televisivos, inclusivamente li uma curiosidade esta semana que deu o seu primeiro concerto com onze anos. Seguiu-se mais poema, de poeta desconhecido para a zona de Évora e Alentejo, mas conhecido na zona poética do Porto. Ele é Antero Monteiro e lemos o poema “Braços inúteis”…

Após o poema colocamos João Pedro Pais a cantar com a música “Mentira”…

Mais um poeta conhecido de todos, neste caso Fernando Pessoa, com o poema “Não sei quantas almas tenho”. Como os ouvintes sabem, é um dos grandes poetas de Portugal e muito conhecido pelos seus heterónimos e neste momento vem isso expresso, que por vezes não sabem é…. Neste momento, 23h24m, revelamos o nome da nossa convidada Luísa Zacarias, a ouvinte assídua que neste dia de hoje é nossa convidada e que nos irá dizer tudo sobre a sua poesia e caminho percorrido. Lemos aos nossos ouvintes a agenda Cultural como tem sido habito para os ouvintes da Rádio Telefonia do Alentejo.

Iniciamos com Lenny Kravitz – American Woman e seguiu-se o nosso jingle www.escuridaonoite-rta.blogspot.com e sugerimos a vossa visita no nosso blog e lá irá encontrar semanalmente o resumo de cada emissão, tal como, os poemas que foram lidos em directo… e como sabem a Rádio Telefonia do Alentejo tem um grupo no Hi5 e o ouvinte número 100 a se adicional a ele irá estar presente no estúdio e ler um poema escrito por si…

Antes da grande entrevista com a nossa convidada, ouvimos mais um tema em português, Ez Special, “Sei Que Sabes Que Sim”:


Na Escuridão Da Noite: Nasceu em Évora?

Luísa Zacarias: Nascida, criada, baptizada e casada e caminhando por cá…

NEDN: Luísa, como é que começou a escrever poesia e porquê?

Luísa Zacarias: Eu em criança já o fazia, mas não era com tanta intensidade e ela começou mais fortemente por uma dor… mas é com amor que a consigo partilhar e foi a esse amor que agarrei ás palavras, ás letras, que muitas delas lhe ficaram por dizer e desta forma as transcrevo para o papel muitas vezes com esse gostinho da poesia. Eu quando comecei não foi por poesia, comecei por prosa e quando a terminava a ler foi quando eu vi que rimava e não foi só pela rima, foi também porque me interessei pela poesia e porque me fascina. Este gostinho se calhar deve-se ao meu pai que já cantava, fazia coisas que nos ensinou bastante… e tremendas ficou com um carinho muito grande e gosto em nós e por aí comei a escrever… que gratificou muito pela vida e hoje eu estou grata pela própria vida vivida…

NEDN: Os pais, por vezes influencia-nos muito na nossa vida, os seus pais também escreviam ou só cantavam?

Luísa Zacarias: Não, os meus pais não sabiam ler, nem escrever, a minha mãe cantarolava e o meu pai também, ensinou-nos muitos trechos e nós fazíamos contra-deixas com ele. Eu aprendi muitas coisas com eles, ainda hoje aprendo com a minha mãe, que ainda é viva o meu pai é já não, mas foi esse gostinho que me fascinou e ficou cá o bichinho. Como a alguns anos atrás me diziam és uma grande poetisa e eu não me acho assim. Escrevo para o papel as palavras que eu sinto, a ternura, o carinho, o amor e pelo Alentejo que vou percorrendo e a paisagem…

NEDN: Pode ler-nos mais um dos seus poemas?

Luísa Zacarias: Sim, e vou ler o poema “Faz da vida uma festa”…

NEDN: Luísa, intitulas-te à vida como sendo uma mulher?

Luísa Zacarias: É um sentimento, com muito amor e com muito carinho que transcrevo par ao papel.

NEDN: Mas intitulaste à vida, por tu seres mulher?

Luísa Zacarias: Talvez sim…

NEDN: Tens algum poeta que gostes particularmente, algum livro que ainda te tenha “puxado” mais ainda para a poesia do que a tua infância te fez?

Luísa Zacarias: Eu identifico-me um pouquinho com Florbela Espanca depois de ler a sua biografia. Identifico-me muito com ela por uns poemas, por umas quadras soltas que li sobre a vida dela e aí um poema que eu fiz com o titulo “Para ti” ou “A ti” já não me recordo. Foi um dos primeiros que eu fiz com uma fotografia que por acaso vem na net e tiraram de net na altura que fiz esse poema. Disseram-me logo, porque é que tu não mandaste para Vila Viçosa para esse poema ser lá publicado, ou para estar em exposição… Não o fiz porque não o fiz com essa intenção, fi-lo espontaneamente e de livre vontade minha… mas deu-me um prazer, um gostinho a escrevê-lo…

NEDN: Florbela Espanca uma poetisa Alentejana com versos lindíssimos, temos lido alguns aqui, inclusive um que gosto particularmente “Os versos lindos que te fiz”…

Luísa Zacarias: Eu também gosto muito… e foi por esse poema que eu também fiz “A ti”. Esses versos foram feitos a uma rubrica que eu li antes da biografia dela e depois quando a li, digo assim, identifico-me muito com Florbela Espanca e quando comecei a publicar os meus poemas na net, no “Luso Poemas”, e num dos poemas que lá publiquei, fiquei com uma lágrima no olho, é que num dos comentários dizia que se identificava muito poeta ou escritor que agora não me recordo do nome…

NEDN: Florbela Espanca uma poetisa Alentejana com versos lindíssimos, temos lido alguns aqui, inclusive um que gosto particularmente “Os versos lindos que te fiz”…

Luísa Zacarias: Eu também gosto muito… e foi por esse poema que eu também fiz “A ti”. Esses versos foram feitos a uma rubrica que eu li antes da biografia dela e depois quando a li, digo assim, identifico-me muito com Florbela Espanca e quando comecei a publicar os meus poemas na net, no “Luso Poemas”, e num dos poemas que lá publiquei, fiquei com uma lágrima no olho, é que num dos comentários dizia que se identificava muito poeta ou escritor que agora não me recordo do nome…

NEDN: Já que alguém disse que a equiparava a um poeta, a um escritor, e já tinha lido alguma obra, um livro desse escritor?

Luísa Zacarias: Desse escritor não, não li nada desse escritor e por isso fiquei assim… a resposta desse poema veio de muito longe, veio do Brasil e ela acha que a minha poesia é muito… claro que é… tal e qual como um poema eu tenho sobre as minhas veias que realçam sobre o mar e acho que sou o mar não tão visível, não tão transparente quanto passo para o papel ou quero transmitir para o papel…

NEDN: Tem uma mensagem que gostaria deixar aos nossos ouvintes e aos poetas ou então um poema improvisado em forma de mensagem?

Luísa Zacarias: A mensagem que quero deixar aos poetas ou ás pessoas que escrevem, que o façam, que não se envergonham, e passem para o papel aquilo que sentem. Muitas das vezes é assim que nós fazemos poesia e a outra do improviso…:


Fui com muito gosto estar aqui presente
A ouvir as vossas vozes
Entes nós
Estão um gosto
O gostinho da poesia
Entre os amigos
Neste dia


Seguiu-me mais um poema lido com a voz de Luísa Zacarias que se chama de “Comadres”…

Até para a semana…






Um bem-haja a todos sem excepção,
Pedro Nobre & Rute Antunes


 

0 Comentário(s) em “Programa 10”

Enviar um comentário
 

Criado por Pedro Nobre | Copyright © 2007 NA ESCURIDÃO DA NOITE. RTA :: Todos os direitos reservados