Programa 12

 
Dia: Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Locutores: Pedro Nobre
Convidado: "Um momento NA ESCURIDÃO DA NOITE" com Manuel Saiote
Músicas Passadas: T3 e Ortigões – "Serpente de Fogo", Amigos do Nico, Essa Entente – "Dança Nua", Sétima Legião – "Cantigas de Maio".


Maria Sousa



Olá Évora, olá Mundo, hoje dia 26 de Setembro de 2007, estamos mais uma vez aqui NA ESCURIDÃO DA NOITE – “Onde as palavras despertam para a lua”… e por falar em lua, hoje dá inicio à lua cheia… essa lua que tanto inspira os poetas, ou as pessoas que escrevem poesia, neste momento são 23 horas e 12 minutos e está a ouvir a Rádio Telefonia do Alentejo sintonizada na frequência 103.2 FM ou via Internet em www.rta.com.pt.

Benvindo, mais uma vez, ao nosso programa, eu sou o Pedro Nobre e estaremos juntos até a meia-noite, até lá pode ligar e participar via telefone 266 730 415 ou se é amante da Internet pode comunicar connosco via MSN adicionando o nosso contacto de e-mail: radiotelefoniadoalentejo@hotmail.com.

Iniciamos o nosso programa com um tema musical diferente do habitual neste caso, T3 e Ortigões com o tema “Serpente de Fogo”. Hoje é a última quarta-feira do mês e é dia de mais uma rubrica “Um momento NA ESCURIDÃO DA NOITE” com Manuel Saiote e quando assim é altura de falar desse grande site, o nosso parceira de poesia, que tem como nome Luso Poemas… e por falar nele o primeiro poema lido por mim tem como título “Fazer da vida um poema” e foi escrito por uma colaboradora deste site... mais à frente irá estar presente via telefone para nos falar sobre o seu percurso poético e o seu inicio no site. Neste momento via internet, os Luso Poetas estão a ouvir-nos e aproveito para enviar aquele abraço para os meninos e um grande beijinho para as meninas, sim hoje, o programa é especialmente para vocês…

De seguida ouvi-se o segundo momento musical, desta vez, Amigos do Mico, não sei se conhecem mas certamente alguns eborenses já ouviram falar… este música é dedicada ao nosso colega de RTA e amigo João Cinza que conhece bem esta banda…

Após a este momento, fiz referência aos convidados que estiveram em estúdio no programa REGRESSO ÁS RAÍZES das nossas madrinhas, onde esteve presente o Grupo Coral e Instrumental Sol Ardente da Igrejinha… aconselho a todos a ouvirem música tradicional que também é muito importante e faz-nos regressar ás nossas raízes…

Li o segundo poema da convidada desta noite, que é poetisa Maria Sousa, o poema “Trigo”…

Hoje é noite de estreias no nosso programa, ficamos com Essa Entente – “Dança Nua”, com ela lua lá no alto até apetece ouvir esta música…

Iniciamos a nossa segunda parte com o telefonema da nossa ouvinte habitual, a Luísa Zacarias e que nos leu o poema “Juntando Palavras”.

Após contribuição da Luísa, abrimos as portas à rubrica n.º 2 com Manuel Saiote… e como frisou nesta noite não falamos tanto do site em si, mas sim, na colaboradora do mês que se chama Maria Sousa. A nossa convidada fez a sua primeira estreia em rádio, e daí estar um pouco reticente…

Na Escuridão Da Noite & Manuel Saiote: Maria Sousa escreve poesia muito ligada ao amor, este tema é-lhe muito querido, muito importante na sua escrita?

Maria Sousa: Sim. Não só importante na minha escrita, mas também importante na minha vida toda como já tinha indicado na outra entrevista para o Luso. A Maria Sousa como poetisa é uma mulher extremamente apaixonada pela vida…

NEDN & Manuel Saiote: E com fortes ligações ao Alentejo…

Maria Sousa: Sim também apaixonada pelo Alentejo…

NEDN & Manuel Saiote: A Maria Sousa tem uma escrita que é muito apelativa à leitura, o Pedro à bocado leio um pequeno poema que se chama “Trigo”, que faz parte do seu livro que tem editado que se chama “Alma Nua”, este livro do quê? Como é que nasceu?

Maria Sousa: Bem esse livro nasceu de um acumular de poemas que escrevo desde que me lembro de escrever. Tomei mesmo a decisão de editar um livro e com a ajuda de uma amiga minha que é editora também ajudou-me a escolher, digamos, dos meus não sei quantos poemas (centenas que tenho escritos) e fazer um pequeno resumo do que seria interessante por num livro e foi assim que nasceu a ideia de criar um livro, principalmente para oferecer a familiares e amigos, antes do Natal do ano passado, portanto 2006… Nasceu o meu livro “Alma Nua”…

NEDN & Manuel Saiote: Nasceu, digamos, para consumo privado?

Maria Sousa: sim, foi uma ideia que partiu de mim, por iniciativa minha, privada, as editoras têm uma receptividade muito fechada aos novos poetas e eu não quis passar por isso eu pensei que não precisava de enviar os meus “poemitas”, como eu lhes costumo chamar, para não sei quantas editoras e perder um montão de tempo. Então decide ser eu a escolher a editora, ser eu a escolher os meus poemas, ser eu praticamente a fazer toda a capa do livro e dizer que é isto que eu quero…

NEDN & Manuel Saiote: Ou seja, foi uma edição de autor?

Maria Sousa: Sim, foi uma edição de autor.

NEDN & Manuel Saiote: Você disse que sensivelmente a um ano atrás tinha editado o seu primeiro livro, em Dezembro por altura do Natal, e o 2.º vai sair neste Natal?

Maria Sousa: Não, penso que não, penso que o segundo e o terceiro só irão sair no decorrer do próximo ano. Digamos que este Natal tenho uma ideia mais interessante de grupo que vai sair uma colectânea de 105 poetas do Luso Poemas. Onde estamos a fazer um projecto para um livro em que cada um dos poetas do Luso põe um poema são cerca de 105 poetas. Da Maria Sousa há vários livros planeados, mas penso que não sairão este ano.

NEDN & Manuel Saiote: A Maria tem uma forte ligação com o Alentejo?

Maria Sousa: Tenho, a minha família paterna é alentejana, não de Évora, mais propriamente de Monforte. Mas Évora, para mim é uma cidade muito especial porque nos meus tempos de estudante o meu irmão estudou em Évora, portanto, eu muitas vezes a Évora e é uma cidade muito especial para mim…

NEDN & Manuel Saiote: Tem algum poema que esteja relacionado com Alentejo que nos queira indica?

Maria Sousa: Eu tenho montes poemas relacionados com o Alentejo, se reparar bem, o próprio “Trigo” que o Pedro leu se reparar falo logo nas planícies, no trigo… logo aí tem uma referência ao Alentejo. Um dos poemas que fala sobre Évora chama-se “Não era o belo Templo de Diana” que está publicado no Luso Poemas…

Maria Sousa, leu um poema em directo, via telefone, apesar de dizer que não sabe declamar poemas… e ele tem como título “Galopa Paixão”…

NEDN & Manuel Saiote: Segundo o que sei o poema “Galope Paixão” tem muito a ver com a Maria?

Maria Sousa: Exactamente, tem muito a ver comigo, não é um poema recente é um poema que já tem uns anos… tem a ver comigo, tem a ver com a minha paixão pela vida, penso eu também… e como sempre fui buscar a imagem do nosso Alentejo dos cavalos, da terra, do campo…

NEDN & Manuel Saiote: E os cavalos que propriamente estão ligados com a sua zona, Monforte?

Maria Sousa: Sim é verdade… risos

Manuel Saiote, leu um poema também da nossa convidada, que ele gosta particularmente que se chama “Teu”…

NEDN & Manuel Saiote: É muito singelo, mas diz muito da poesia da Maria Sousa, acho que este podia ser uma fotografia que é do seu globo da escrita?

Maria Sousa: Penso que o Manuel, já me conhece a escrever a algum tempo, tem lido bastantes poemas meus dos quais agradeço (risos), e já não se engana nas minhas fotografias na verdade…

NEDN & Manuel Saiote: Não sei se tem alguma mensagem que queira deixar em especial, ou em termo de Luso Poemas ou para os nossos ouvintes?

Maria Sousa: Tenho, a minha mensagem de modo geral vai dedicada para todas as pessoas que me estão a ouvir neste momento e principalmente para os meus colegas do Luso Poemas, que também escrevem como eu. Eu noto neles, que a nossa partilha de poesia, os nossos comentários de uns aos outros, a amizade e estimo que damos uns aos outros é extremamente importante para o crescimento de cada um como poeta e como pessoa. Continuo a “apelar” para que essa partilha seja uma das coisas mais importantes que exista no Luso e entre as pessoas que escrevem para o Luso, porque todos ganhamos com isso e que as pessoas não tenham medo de editar os seus poemas, de ler e de fazer comentários porque a partilha é extremamente importante para o nosso crescimento…

NEDN & Manuel Saiote: Neste caso, os comentários são uma parte muito importante no que diz respeito ao universo Luso?

Maria Sousa: Sim, é verdade. É um grande estímulo, por vezes poderá haver uma criticazinha que penso que será sempre pela positiva, para chamar a atenção para um pequenina coisa, isto ou aquilo. Por vezes fazem comentário, outras vezes poema, tudo é feito numa perspectiva positiva, é muito bom haver este ambiente, este clima no Luso…

Já íamos para além da meia-noite, quando o Pedro leu o último poema da noite da nossa convidada Maria Sousa e o poema “Eu senti as palavras…”

NEDN & Manuel Saiote: Estamos no início do fim deste programa, podia indicar-nos como podemos adquirir o seu livro “Alma Nua”?

Maria Sousa: Podem adquiri-lo directamente no site do Luso Poemas, na secção que diz “Livraria”… e também estará noutras livrarias, mas este é o modo mais fácil de o adquirem, porque chegar-lhe-á a casa, via correio…

Neste preciso momento são meia-noite e vinte minutos, vamos dar por encerrado o nosso programa ao som dos Sétima Legião – “Cantigas de Maio”…

Até para a semana…



Um bem-haja a todos sem excepção,
Pedro Nobre & Rute Antunes


 

1 Comentário(s) em “Programa 12”

  1. # Blogger Luisa
    Pois deixo aqui meu mimo...
    Continuem este carinho é de gratidão e de uma estremosa amizade só quem ama de verdade a poesia é que lança palavras belas.
    As entrevistas que vós fazem enaltecem de certo continuação as raízes!
    Vós tendem uma madrinha que zela por todos, e partilho com vocês este meu carinho por ele ser digno, se não fosse Ela, a madrinha eu não estaria com todos vós neste cantinho!...  
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